2 de Outubro de 2009

Nas ondas do RFID

Publicado por Bianca Schiavi em Geral, RFID - Rádio Freqüência

Ainda em testes, a tecnologia de identificação por radiofrequência vai revolucionar o varejo e será o adeus às filas nos caixas.

Ainda vai demorar para que o código de barras seja substituído, mas o RFID (Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofrequência), tem potencial para suceder a tecnologia no futuro. O RFID deixou de ser apenas mais uma sigla no segmento de automação comercial e começa a ganhar o chão de fábrica da indústria e os galpões logísticos. Nas prateleiras dos supermercados, no entanto, permanece apenas como projeto piloto. O custo ainda barra a implantação de etiquetas inteligentes, que utilizam a rede sem fio para acessar dados do produto armazenados em um microchip. Outro obstáculo é que a identificação de cada produto deve ser feita pelo fabricante e não começar no varejo.

O Pão de Açúcar testa a tecnologia em sua loja conceito inaugurada em 2006, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Na seção de vinhos, 365 tipos de garrafas são identificadas por tags que informam, por exemplo, o produtor, tipo de uva, região de origem e pratos com os quais combina quando o cliente aproxima a garrafa do leitor. As informações são mostradas em uma tela em um quiosque, próximo à prateleira.

Outra iniciativa da loja, mas não tão visível para o cliente, é o chamado carrinho inteligente. Alguns carrinhos levam a etiqueta e o consumidor vai escaneando as compras, podendo somar o valor antes de chegar ao caixa. Quando se aproxima do PDV, a etiqueta descarrega essas informações e a caixa registra a compra de forma mais rápida.

Aplicação em logística - Antes de disseminar para outras lojas, o Pão de Açúcar está expandindo sua expertise em RFID para a área logística, onde a tecnologia é mais útil hoje. Segundo Célio Guedes, coordenador de sistemas do grupo Pão de Açúcar, a empresa está iniciando um projeto piloto em um de seus centros de distribuição para rastrear as caixas que são enviadas para as lojas. “O sistema de logística tem grandes ganhos com as tags devido ao controle do conteúdo das caixas, permitindo rastrear o caminho do produto do depósito às lojas”, diz o executivo.

As caixas contêm um lacre e quando chegam à loja, não é necessário abrir e contar os produtos, como é o usual. Um coletor lê as etiquetas inteligentes e dá baixa no recebimento dos produtos. Pode-se rastrear o procedimento a qualquer momento. “O objetivo é rastrear, controlar e melhorar o processo de envio e recebimento de mercadorias”, diz Guedes.

Quando a caixa sai do centro de distribuição, passa por uma antena (portal) que lê a etiqueta e informa onde está indo e que produtos contêm, entrando ou saindo do centro de distribuição no caminhão. Segundo Guedes, o grupo está em fase de desenvolvimento de parceiros para etiquetas e dispositivos de leitura. “Devido ao custo, hoje o benefício das tags é mais na retaguarda do que nas prateleiras”, diz Guedes.

O custo das etiquetas inteligentes na tecnologia RFID em média é de R$ 0,50 ou um pouco abaixo, conforme o volume. Não compensa colocá-las em produtos que custam poucos centavos, por exemplo.
Para Guedes a RFID vai trazer uma revolução no mercado de varejo tão grande quanto o código de barras no passado. “Será a terceira onda de automação no varejo. Nossa expectativa é que ocorra em longo prazo porque a tecnologia ainda é cara e tem de percorrer todo o ciclo do produto, que começa com o fornecedor”, afirma.

4 de Setembro de 2009

Automação via rádio frequência

Muito interessante esse exemplo de possíveis aplicações das soluções de rádio frequência da Motorola. No site da fabricante existem outros vídeos da aplicação em outras áreas, como na automação do varejo (em Inglês e em Português: http://business.motorola.com/enterprisemobility/video/ENG.html).

Reparem que os argumentos de vendas sempre são voltados à redução de perdas e, principalemente, no ganho de agilidade em função da rápida troca de informações.

Este vídeo mostra as soluções de rádio frequência da Motorola no case “Cidade de Parnaíba, Brasil”.

4 de Setembro de 2009

Hotspots – Como tirar proveito dessa ‘onda’ com segurança

Nas cidades, as redes wireless estão cada vez mais fáceis de se acessar para qualquer um que tenha um notebook ou um device wireless compatível com o wifi.

O termo ‘Hotspot’ já se tornou parte de nosso vocabulário, e se refere a um lugar que é possível acesso a uma rede publica Wireless. Já existem mais de 150000 Hotspots wifi no mundo todo. No Brasil já encontramos em diversos locais, como cafeterias, restaurantes, bibliotecas, aeroportos e até cidades inteiras cobertas por sinal wifi.

Os Hotspots são convenientes, mas existem alguns riscos quando os acessamos. Alguns são mais seguros que outros, e devemos usá-los com precaução sempre.

Conheça os riscos:
Existem alguns riscos de segurança óbvios quando acessamos um Hotspot wifi:

Falta de criptografia: No intuito de facilitar o uso dos Hotspots, tornou-se comum não se usar a criptografia (wep, wpa, 802.11i, etc) nos dados trafegados. Isto torna fácil o ‘trabalho’ dos hackers e deixa a cargo dos usuários a proteção de suas informações. (Algumas regras básicas de proteção logo abaixo)

O gêmeo ‘do mal’: Existe uma infinidade de ferramentas que podem ser usadas para bisbilhotar o que você trafega numa sessão não segura de um Hotspot. Uma dos métodos mais famosos é o “gêmeo do mal” (ou Evil Twin em inglês), que nada mais é que uma rede igual a de um Hotspot legitimo, mas que foi criada por alguém com o propósito de roubar as informações de cartão de créditos ou senhas de usuários. Com muito pouco trabalho e um pouco de esperteza uma pessoa comum consegue transformar um equipamento com sinal wifi em um ponto de acesso wireless como se fosse o Hotspot.

Malware: Fora do ambiente de rede corporativa os computadores estão mais sujeitos a vírus, worms e spyware.

Uma regra básica para viajantes corporativos que querem usar um Hotspot: A maioria desses viajantes corporativos usa o Windows então me limitarei a falar sobre esse sistema operacional. O Windows 2000 e o XP, por padrão, são configurados para compartilhar informações e isso é a ultima coisa que se quer num Hotspot publico! Diante disso, é uma ótima idéia seguir os seguintes passos:

1. Desligar o modo ‘ad-hoc’ de sua interface wireless: O padrão do Windows permite que um notebook rodando Windows se conecte a qualquer rede disponível, inclusive no modo ad-hoc(ponto a ponto). Desabilitar essa característica requer alguns passos, e a maioria das pessoas acaba não se importando com isso. Mas é de extrema importância que isso seja corrigido, ou seus dados pessoais e corporativos podem ser bisbilhotados sem que você saiba…

Como corrigir isso: No menu de conexões de rede, clique no ícone “conexões de rede”. Clique no ícone onde diz “alterar as configurações desta conexão”. Abrirá a tela de propriedades clique na aba Redes sem Fio. Clique em avançado. Na tela ‘avançado’ clique em “Access point (infraestrutura)”.

2. Desabilite o compartilhamento de arquivos: De novo, por padrão, o Windows habilita o compartilhamento de arquivos com qualquer um. O recomendável é desabilitar o compartilhamento.

3. Criptografe suas pastas que possuem informações importantes: Um recurso dito como avançado do Windows, mas muito fácil de implementar: Clique com o botão do lado direito na pasta que quer criptografar, propriedades, na aba geral clique em avançado e ai clique em criptografar. Pronto.

4. Use uma VPN!: Se a sua empresa possui uma VPN, use. A maioria dos Hotspots comerciais suporta VPN. Com ela o seu trafego de dados estará seguro.

5. Não esqueça o Firewall: Num Hotspot, um grupo de estranhos está compartilhando a mesma rede. A chance é grande que a maioria desses estranhos não tenha nenhuma má intenção, mas sem o conhecimento deles mesmos, suas máquinas podem ter vírus ou algum malware em seus computadores. Portanto você poderá ser infectado sem que os estranhos tenham a intenção disso. Um firewal instalado na maioria dos casos bloqueia esses ataques.

6. Use um antivírus: Se um vírus aparecer, o antivírus vai detectá-lo e cuidará dele. Novos vírus são criados diariamente. Portanto, atualize sempre o seu antivírus, pelo menos uma vez por semana.

7. Mantenha seu computador atualizado: A Microsoft regularmente divulga correções para o Windows – incluindo correções de segurança. O Windows avisa os usuários de que novas correções estão disponíveis. Na maioria das vezes é só clicar o ícone amarelo com uma exclamação que fica do lado do relógio.

8. Tenha certeza que seu computador está conectado ao Hotspot correto: Os usuários de Hotspots devem prestar atenção a onde está se conectando. Em áreas urbanas, cada vez mais, as chances de se encontrar uma rede wifi aumenta. Muitas dessas redes não serão Hotspots, mas sim redes residenciais, ou redes mal configuradas. E algumas delas podem ser redes com o intuito de apenas roubar informações. Escolha com muita cautela a rede que você ira se conectar. Na dúvida, pergunte a um empregado do local onde está disponível o Hotspot, qual é o nome correto e ‘oficial’ da rede. Em Hotéis, esta informação está disponível com facilidade, em cafés também. Se conectar em uma rede residencial que não está segura pode ser mais fácil, mas não vale o risco que isso pode causar… Depois de conectado, a maioria dos Hotspots comerciais te levara sempre a uma página com termos e condições, opções de pagamento e/ou propagandas, e, geralmente usam o “HTTPS:” na linha de endereço do seu navegador, ou seja, usam uma página web com segurança, e o cadeado amarelo deve aparecer no seu navegador.

9. Desligue o wireless quando você não precisa dele: Desligando o rádio quando você não o usará, aumentará sua segurança, pois assim o Windows não se conectará a nenhuma rede sem o seu consentimento. E você ainda de brinde, economizará a bateria de seu portátil…

21 de Junho de 2009

Assistência Técnica: Quantos pontos você tem?

O contrato de manutenção de equipamentos por pontos se transformou em uma novidade de sucesso! O serviço é oferecido pela equipe de assistência técnica autorizada da ADDMARK e permite que os clientes adquiram pontos que são utilizados a cada manutenção preventiva ou de reparo dos produtos. O mais interessante deste contrato é que, dependendo do equipamento e do plano escolhido pelo cliente, o produto em manutenção poderá ser substituído por outro de características compatíveis enquanto o serviço de assistência técnica é realizado.

Por ser uma solução mais barata e ágil, o contrato de manutenção de equipamentos por pontos têm se mostrado a opção predileta das empresas do segmento varejista e de e e-commerce no que diz respeito à manutenção preventiva ou reparo de suas impressoras fiscais, coletores de dados, impressoras de código de barras, leitores, estrutura de informática em geral e etc.

22 de Abril de 2009

Estratégias para aumentar a precisão dos estoques

Publicado por Marcelo Vadesilho em Automação Comercial, RFID - Rádio Freqüência, Retail Pro

Achei esse artigo na web sobre controle de estoques. Vale a pena investir alguns minutos na leitura, pois tem tudo a ver com o negócio da ADDMARK - controle de estoque, logística, automação, varejo e etc.

O autor chama-se Neverton Timm, Consultor de Logística da Timm Business Consulting, Mestre em Engenharia com ênfase em Logística (UFRGS), Especialista em Comércio Exterior (FGV) e Engenheiro Químico (UFRGS). Neverton Timm tem dez anos de experiência executiva em empresas nacionais e multinacionais e é professor de faculdades e cursos técnicos de Logística.

estoque - estoque

Mesmo com toda a evolução da logística observada nos últimos tempos, a acuracidade de estoques continua sendo um problema comum em muitas empresas.

Muito já se evoluiu em termos de tecnologia para controle de estoques - pode-se citar algumas: ERP, WMS, Código de Barras, Radiofreqüência e RFID - mas o problema de precisão de estoques continua a preocupar os gestores de logística.

Não há planejamento logístico que resista às divergências nos estoques. Nem mesmo o mais poderoso ERP é capaz de fornecer os resultados esperados se as informações estiverem incorretas.

Diferenças entre o estoque contábil, normalmente registrado no sistema da empresa, e o estoque físico provocam mudanças abruptas no planejamento logístico, produzindo transtornos internos, atrasos de entrega, problemas de disponibilidade de produtos, aumento de custos e, principalmente, insatisfação dos clientes da empresa.

Além disso, a grande maioria das decisões logísticas tem como ponto de origem a posição dos estoques, fazendo com que decisões tomadas com base em informações distorcidas tragam prejuízos à organização.

Para encontrar soluções para os problemas relacionados à acuracidade dos estoques, o gestor de logística deve atuar em quatro pilares: pessoas, processos, infra-estrutura e tecnologia:

Pessoas:

1.Motivação:
A equipe de armazenagem, desde os supervisores até os separadores, passando pelos conferentes e operadores de empilhadeira, deve ter como meta a acuracidade dos estoques. Essa deve estar bem definida, comunicada e deve ser regularmente medida. Para empresas que operam com distribuição de lucros, sugere-se que o atendimento dessa meta seja um dos requisitos para o colaborador receber a remuneração prêmio.

2.Disciplina:
As pessoas que trabalham nos armazéns devem ser verdadeiros xerifes. Precisam se sentir “donos” dos estoques e não devem permitir que outras áreas manipulem os estoques sem a sua presença. Além disso, devem cumprir regiamente os procedimentos estabelecidos.

Processos:

3.Manter a armazenagem organizada:
O inimigo número 1 da acuracidade de estoques é falta de organização. Um depósito desorganizado prejudica os processos de localização, de separação e de contagem física dos estoques. A organização envolve layout, limpeza e descarte do que não está sendo mais utilizado, além disso, é fundamental ter um lugar corretamente dimensionado para cada coisa.

4.Realizar inventários rotativos:
Ao realizar inventários rotativos, as divergências de estoques são identificadas mais próximas do seu fato gerador, permitindo ao gestor de estoques e a sua equipe tomar ações corretivas.

5.Identificação do produto:
Cada produto deve estar bem identificado, a fim de facilitar a sua localização, separação e contagem de estoques. Uma má identificação provoca, principalmente, erros de separação e de contagem.

6.Agrupar por sku:
Agrupar por produto ou categoria. Essa estratégia facilita na localização, separação e contagem dos produtos. Armazenagem deve seguir a curva ABC. Os produtos de maior giro devem estar próximos ao piso e aos locais de saída, assim, a movimentação interna será reduzida e os ganhos de separação serão significativos.

Infra-estrutura:

7.Escolher a estrutura de armazenagem adequada com o tipo de produto:
Estruturas do tipo drive-in são inadequadas para cargas fracionadas, uma vez que, para acessar produtos em determinada posição, poderá acarretar a movimentação de diversos paletes até que o produto desejado seja encontrado. Além de verificar se a estrutura está adequada em termos funcionais, deve-se verificar se está corretamente dimensionada em termos de capacidade. Neste caso, livre-se do que está obsoleto, revise a política de estoques e, em último caso, amplie ou alugue uma nova área de armazenagem.

Tecnologia:

8.Utilização da tecnologia:
À medida que a complexidade e o tamanho do depósito aumentam é necessária a utilização de alguns recursos tecnológicos, tais como WMS, código de barras, coletores de dados por radiofreqüência e RFID. No entanto, deve-se lembrar que, antes de implementar qualquer sistema, os pilares anteriores precisam estar ajustados, senão os problemas continuarão.

Com essas iniciativas os gestores de logística poderão ter uma vida mais tranqüila, inclusive nos famosos inventários anuais, que tiram o sono de muitos responsáveis pelos estoques.

Segundo Ballou (2007), o custo de manter estoques pode representar entre 20 e 40% do seu valor anual. Por esse fato, os níveis de estoque devem ser administrados com extremo cuidado. No entanto, não se pode adotar iniciativas de reduções de estoque sem antes resolver os problemas de divergência de inventário. Caso isso não seja feito, reduções de estoque serão traduzidas em níveis insatisfatórios de serviço ao cliente.

www.timmbusiness.com

16 de Abril de 2009

Rádio Freqüência

Publicado por Marcelo Vadesilho em RFID - Rádio Freqüência

O que é RFID ( Radio Frequency Identification )?
Radio Frequency Identification é , relativamente, uma das mais novas tecnologias de coleta automática de dados. Inicialmente surgiu como solução para sistemas de rastreamento e controle de acesso na década de 80.
Uma das maiores vantagens dos sistemas baseados em RFID é o fato de permitir a codificação em ambientes hostis e em produtos onde o uso de código de barras, por exemplo, não é eficiente.

coletor de dados - coletor de dados

Imagine um controle completo de sua cadeia logística, desde a matéria-prima até sua expedição, onde os produtos identificados e processos automatizados aumentam a produção e consequentemente os lucros.
Soluções como esta já existem a algum tempo, principalmente utilizando o código de barras. Porém existem algumas restrições de aplicações nesta já tradicional solução, que são: ambientes hostis, dificuldade de identificar alguns tipos de produtos, tempo de resposta do sistema. Enfim, nem sempre era possível uma solução completa para todo o processo da cadeia logística.
Mas agora com a tecnologia RFID, estas eventuais lacunas de controle automatizado de nossa cadeia poderá ser preenchida, além de vislumbrar novas oportunidades de controle de nossos processos.

Como Funciona?
Sistemas RFID basicamente consistem em três componentes : Antena, Transceiver (com decodificador) e um Transponder (normalmente chamado de RF Tag), este último é composto por uma antena e um chip onde, eletronicamente, é programado com uma determinada informação.

A antena emite um sinal de rádio ativando o RF Tag, realizando a leitura ou lhe escrevendo algo. Na verdade a antena servirá como o meio capaz de fazer o RF Tag trocar/enviar as informações ao leitor. As antenas são oferecidas em diversos formatos e tamanhos, cada configuração possui características distintas, indicada cada uma para um tipo de aplicação.

Existem soluções onde temos a antena em um mesmo invólucro onde se encontra o transceiver e o decodificador. Este tipo de configuração é utilizada, por exemplo em aplicações portáteis, neste caso o conjunto antena e transceiver passa a chamar-se leitor. O leitor , através do transceiver, emite ondas de rádio que são dispersadas em diversos sentidos no espaço desde a uma polegada até alguns metros , dependendo da potência de saída e da freqüência de rádio usada. Quando o RF Tag passa entre a zona eletromagnética gerada pela antena, este é detectado pelo leitor. O leitor decodifica os dados que estão codificados no RF Tag, passando-os para o computador realizar o processamento.

RF Tag estão disponíveis em diversos formatos e tamanhos. Podem ser no formato de pastilhas, argolas, cartão, retangulares e outros e os materiais utilizados para o seu encapsulamento pode ser do tipo plástico, vidro e etc. O tipo de RF tag é definido conforme a aplicação, ambiente de uso e performance.

Principais Caracteríticas:
Existem duas categorias de RF Tags : Ativos e Passivos
Ativos : São alimentados por uma bateria interna e tipicamente são de escrita e leitura, ou seja, podem ser atribuída (re-escrita ou modificada ) uma nova informação ao RF Tag. O custo dos RF Tags ativos são maiores que o RF Tag passivos, além de possuírem uma vida útil limitada de no máximo 10 anos.
Passivos : Operam sem bateria, sua alimentação é fornecida pelo próprio leitor através das ondas eletromagnéticas. Os Tags passivos são mais baratos que os ativos e possuem teoricamente uma vida útil ilimitada 1.
Os tags passivos geralmente são do tipo só leitura (read-only), usados para curtas distâncias e requerem um leitor mais completo (com maior potência).

Os sistemas de RFID também são definidos pela faixa de freqüência que operam :
Sistemas de Baixa Freqüência (30 a 500 KHz) : Para curta distância de leitura e baixos custos. Normalmente utilizado para controle de acesso, rastreabilidade e identificação de animais.
Sistemas de Alta Freqüência (850 a 950 MHz e 2.4 a 2.5GHz) : Para leitura a médias e longas distâncias e leituras a alta velocidade. Normalmente utilizados para leitura de Tags em veículos, coleta automática de dados.

As vantagens da tecnologia RFID
A principal vantagem do uso de sistemas RFID é realizar a leitura sem o contato e não necessitando de uma visualização direta do leitor com o Tag. Você poderia, por exemplo, colocar o RF Tag dentro de um produto e realizar a leitura sem ter que desempacota-lo, ou por exemplo aplicar o Tag em uma superfície que será posteriormente coberta de tinta ou graxa.

O tempo de resposta é baixíssimo, menor que 100 ms, tornando-se uma boa solução para processo produtivos onde se deseja capturar as informações com o Tag em movimento. O custo do RFTag apresentou uma queda significativa nos últimos anos, tornando viável em alguns projetos onde o custo do produto a ser identificado não é muito alto.

Aplicações:
Controle de Acesso
Controle de tráfico de veículos
Lavanderias Industriais
Aplicações em ambientes hostis ( Por exemplo: processo de pintura industrial e lubrificação de partes ou produtos identificados com RF Tag)
Controle de bagagens em aeroportos
Controle de containers
Identificação de Pallets
Nota 1: Quando se fala em vida útil ilimitada, não levamos em consideração desgastes físicos ou mau uso do Tags

Fonte: AIM - Associação Brasileira das Empresas de Coleta de Dados