12 de Novembro de 2009

Lojas virtuais em alta

Publicado por Bianca Schiavi em Geral, Automação Comercial, Retail Pro, Varejo | Enviar por e-mail.

A procura pelo comércio eletrônico cresce entre os brasileiros graças a uma série de fatores, como a variedade de produtos, a segurança e os preços mais baixos, mas ainda não ameaça o desempenho das lojas físicas.
As lojas virtuais estão passando por um processo de descentralização. Pequenas e médias empresas têm ocupado espaço que antes pertencia aos grandes varejistas. No primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, os dez maiores varejistas do País perderam 2,3 pontos percentuais em market share. Em contrapartida, segundo revela pesquisa da consultoria e-bit, pequenas e médias empresas – do chamado Long Tail – ganharam 1,6 ponto percentual do mercado, alcançando 9,7% de participação no setor. Esse movimento também tem sido reforçado pelos varejistas regionais, que ingressam no e-commerce como forma de entrar em novos mercados, como as regiões Sul e Sudeste.

Um dos fatores que determinam esse movimento de descentralização das vendas é o ganho de confiança que o segmento vem registrando nos últimos anos. “A maior familiaridade do brasileiro com esse canal de vendas estimula o consumidor a experimentar novos sites, depois de, normalmente, ter entrado em contato com essa ferramenta de vendas pela porta dos grandes varejistas, mais conhecidos”, comenta Pedro Guasti, diretor-geral da e-Bit. Segundo o executivo, também estimulam esse processo de descentralização outros fatores, como informações disponíveis de lojas e produtos em sites de busca, comparação de preços e conteúdo colaborativo.

Pesquisa realizada pela Cetelem mostra que mais de 90% dos brasileiros que já compraram pela internet estão satisfeitos com itens como a variedade de produtos, os preços e a qualidade. A segurança é um dos itens que mantém um cliente fiel a uma loja virtual, conforme aponta a pesquisa. Dos brasileiros que se dizem fiéis a um site de vendas 59% disseram que o motivo é a segurança, seguido pelo fator promoções e, depois preços menores, estes citados por 57% dos entrevistados.

A questão da segurança nas vendas on-line também é considerada ainda fundamental no e-commerce pelo diretor de Organização, Sistemas e Informações da Fnac Brasil, Marco Aurélio Moschella. “O brasileiro está mais familiarizado e se sente mais seguro ao comprar um produto no site hoje do que há alguns anos, o que ajuda o e-commerce, mas ainda há um espaço grande a ser percorrido”, diz Moschella, lembrando que, na Fnac, 25% das vendas feitas pela internet ainda são via boleto bancário. “Muitos têm medo de utilizar o cartão de crédito ou débito na internet. Esse percentual de utilização do boleto é muito elevado e tende a diminuir”, diz o executivo.

A Fnac, embora tenha a loja virtual desde a sua chegada ao Brasil, há dez anos, só apostou no e-commerce de 2005 para cá. “Nossa opção inicial foi concentrar os esforços nos pontos de venda físicos, o que acabou colaborando para que sofrêssemos menos os efeitos da crise das pontocom em 2001, mas recentemente decidimos reestruturar a área de vendas pela internet e redobrar os esforços nesse segmento”, comenta Moschella. A empresa não divulga números absolutos de vendas, mas informou que nos últimos três anos dobrou o faturamento com a loja virtual e a estimativa é que as vendas deste ano cresçam entre 30% e 40% em relação a 2008. O grupo Saraiva, concorrente direto da Fnac, informou que, no primeiro trimestre do ano – dados mais recentes disponíveis –, as vendas pelo site cresceram quase 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: Revista Cardnews nº 164 - 12/11/2009

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