2 de Outubro de 2009

Pesquisa da MasterCard revela que 58% dos brasileiros são adeptos de compras parceladas

Pioneiro em promover as compras parceladas via cartão de crédito, prática derivada do crediário, o Brasil também é o país onde mais se compra parcelado ao redor do mundo. Para traçar um perfil dos consumidores de crediário, bem como os hábitos em relação a essa forma de pagamento, a MasterCard realizou uma pesquisa, que entre outros dados, mostra quem são os usuários, no que e onde consomem.

Um dos principais resultados do estudo, realizado pelo Instituto TSB&B a pedido da MasterCard, é que 58% afirmaram que costumam comprar parcelado. Os meios de parcelamento mais comuns são o cartão de crédito (40%) e o crediário/carnê (36%). As mulheres, com 57% do total, são mais adeptas às compras parceladas do que os homens; já pessoas com idade entre 20 e 45 representam 70% das compras parceladas no Brasil e 71% pertencem às classes C e E.

“O crediário é uma opção utilizada por todas as classes sociais, não só a baixa renda. Porém, cerca de 60% dos usuários tem renda familiar de até R$ 1200 reais”, afirma Erick Luiz, vice-presidente para Produtos de Mass Market da MasterCard Brasil e Cone Sul. A pesquisa também mostrou que apenas 33% das pessoas que utilizam o crediário possuem ensino fundamental completo; já 84% exercem atividades remuneradas, sendo que 61% deles não têm carteira assinada e 34% tem forma de pagamento mensal.

Para compor o estudo, foram realizadas 1600 entrevistas, com pessoas de todas as classes sociais e de ambos os sexos, com idade superior a 20 anos, residentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Ribeirão Preto.

Outro ponto interessante que a MasterCard observou ao realizar essa pesquisa é que os usuários de crediário são mais adeptos ao parcelamento de forma geral, já que também usam intensamente outras formas como cartão de crédito (59% de uso) e cartões de lojas (58% de uso). Além disso, 75% deles possuem conta em banco (sendo Bradesco, Caixa Econômica Federal e Itaú, os bancos mais presentes); 65% possuem cartão de débito e 63% deles possuem cartão de crédito.

Eletrodomésticos e eletroeletrônicos são as categorias mais adquiridas via crediário, já móveis, objetos de decoração, roupas, sapatos e bolsas ocupam um segundo patamar neste sentido. “Outro aspecto interessante encontrado no estudo é que 84% das compras realizadas com crediário no Brasil são feitas em até 12 parcelas, e o valor médio destas fica entre R$ 50 e R$ 200”, explica Erick.

As lojas de departamento são os locais de maior freqüência de compras via crediário, sendo as Casas Bahia a cadeia de lojas de maior destaque, independentemente de classe social. E por falar nessa questão, quanto mais alta a classe social, maior o número de produtos bancários utilizados. “No total, 75% dos usuários de crediário possuem conta em banco e 63% possuem cartão de crédito. No segmento de menor renda - classes C2, D e E, 23% dos representantes afirmaram não possuir nenhum produto bancário”, esclarece Erick.

Quando perguntados sobre os pontos positivos a favor do crediário, a grande parte das pessoas respondeu que nessa forma de pagamento “há a possibilidade de parcelar em maior número de vezes, o que resulta em prestações que ‘cabem no bolso’ e maior limite de crédito”.

Usuários de crediário: posse e uso de produtos bancários

- Em média, os usuários de CDC possuem 1,37 cartões de débito e 1,94 cartões de crédito. A maioria (87%) dos usuários de cartão de crédito utilizam esse instrumento de pagamento para parcelamento de compras.

- Em relação a cartões de loja, a média é de 2,38 cartões por pessoa, sendo que quase todos que possuem esse tipo de instrumento o utilizam para parcelamento. Os cartões de maior incidência são os da C&A (50%), Pernambucanas (26%); Marisa (23%), Renner (20%) e Casas Bahia (14%).

Percepção de crediário

- 54% dos usuários não veem nenhuma desvantagem no crediário. Dentre os demais, os principais pontos negativos referem-se aos juros altos (26%), que acabam encarecendo o produto (9%).

- 53% dos entrevistados usuários de crediário consideram-no o melhor tipo de financiamento (esse índice varia 47% na classe A/B1 a 62% na classe C2/D/E). Eles justificam sua preferência em razão do maior número de parcelas, o que resulta em menor valor das prestações, rapidez na aprovação do crédito, juros menores e o fato de não ser preciso comprovar renda.

- Por outro lado, 40% preferem o cartão de crédito por considerá-lo mais prático, menos burocrático, de maior aceitação, sem necessidade de aprovação de crédito

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